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Artigos Santuários Marianos

A Basílica de Nossa Senhora de Luján

A própria Mãe de Deus escolheu o local onde queria ser venerada como Senhora e Padroeira da Argentina.

Descendo pela extensa costa atlântica da América do Sul, se encontra o caudaloso rio da Prata, às margens do qual está Buenos Aires, capital da Argentina, a terra dos pampas e dos altivos gaúchos.

Partindo dessa metrópole e viajando cerca de 70 quilômetros a oeste, chega-se a uma pitoresca cidadezinha que se formou em torno do mais importante santuário mariano do país. Sua origem remonta ao ano de 1630, quando naquele lugar foi levantada uma pequena capela para venerar uma imagem de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, mandada trazer do Brasil por um português chamado Antônio Farias de Sá. Um amigo seu aceitou o encargo de trazê-la.

Depois de uma longa jornada, ao chegar às margens do rio Luján, ele e seus companheiros de viagem detiveram-se para passar a noite numa fazenda de propriedade da família Rosendo.

Na madrugada seguinte, quando quiseram prosseguir a viagem, os bois de tração, por mais que se esforçassem, não conseguiam pôr em movimento a carreta na qual se encontrava a imagem. Desceram, então, parte da carga, para diminuir o peso. Mas foi em vão. Depois de várias outras tentativas inúteis, tiraram por fim a caixa que continha a imagem da Virgem, e logo os bois puderam arrastar o veículo, sem dificuldade.

Colocando-a de volta, novamente os animais viam-se impossibilitados de mover a carreta. Os tropeiros entenderam ser isso um aviso dos Céus: Nossa Senhora queria permanecer e ser venerada naquele lugar. E assim, deixaram a imagem na fazenda dos Rosendo.

A notícia do maravilhoso fato correu por toda a região, chegando até Buenos Aires, e muitas pessoas começaram a viajar em peregrinação ao local. Como crescia continuamente a devoção popular, o fazendeiro construiu ali uma pequena capela. Em pouco tempo, formou-se em torno dela um povoado, chamado “Vila de Nossa Senhora de Luján”. Ano após ano, crescia o afluxo de fiéis, bem como o número de milagres operados pela maternal intercessão da Virgem Mãe de Deus. Assim, em 1730, a autoridade eclesiástica local criou no vilarejo uma paróquia.

Décadas depois, animado por um sacerdote especialmente devoto da Virgem, o Padre Salvaire, o Episcopado argentino apresentou ao Papa Leão XIII, em nome de todos os fiéis do Rio da Prata, uma petição para que a imagem de Nossa Senhora de Luján fosse coroada como Padroeira da Argentina.

O Pontífice não só concedeu o que se lhe pedia, mas abençoou ele mesmo a coroa, e outorgou Missa e Ofício próprios para sua festividade. Em maio de 1887, realizouse a solene cerimônia de coroação.

Passados três anos, o mesmo Padre Salvaire iniciou a construção da atual igreja. O projeto ficou a cargo do renomado arquiteto francês Ulderico Curtois. Ela foi inaugurada em 1910 e elevada à categoria de basílica, pelo Papa Pio XI, em 1930.

Passados três anos, o mesmo Padre Salvaire iniciou a construção da atual igreja. O projeto ficou a cargo do renomado arquiteto francês Ulderico Curtois. Ela foi inaugurada em 1910 e elevada à categoria de basílica, pelo Papa Pio XI, em 1930.

Suas paredes, lavradas em pedra ligeiramente avermelhada, constituem uma bela e digna moldura para o culto à Mãe de Deus. (Revista Arautos do Evangelho, Nov/2008, n. 83, p. 50-51)

Fonte: Arautos do Evangelho

Santuários Marianos

Nossa Senhora de Chiquinquirá

 

Segundo reza a tradição, entre os primeiros conquistadores do Novo Reino de Granada encontrava-se Antonio de Santana, grande devoto da Virgem do Rosário e administrador dos povoados de Suta e Chiquinquirá.

Conforme a legislação da época, um dos primeiros deveres dos “encomederos” era a de construir uma casa com múltiplas dependências para acolher a própria família e também a administração dos colonos, dos escravos e dos índios das circunvizinhanças. Tal propriedade foi construída e evidentemente nela havia uma capela para os ofícios religiosos.

Desejando colocar ali uma imagem da Mãe de Deus, mandou pintar uma imagem de Nossa Senhora do Rosário em uma manta de algodão. A manta era mais larga que comprida. Para que não ficassem vazios os lados da Mãe de Deus, mandou pintar Santo André, o Apóstolo, e Santo Antônio de Pádua, um de cada lado.

Logo que recebeu a imagem, colocou-a numa moldura e a expôs no altar da capela. Os anos se passaram e a falta de cuidados e a umidade deterioraram a manta, que se rasgou em várias partes. A pintura estava quase apagada.

Quando Dom Antonio faleceu, sua viúva se transferiu para Chiquinquirá, levando consigo o quadro, que foi colocado em uma capela. Dez anos depois veio àquele lugar uma piedosa mulher chamada Maria Ramos, cunhada do falecido Santana, que limpou o quadro e o colocou num lugar de melhor destaque na capela.

Numa sexta-feira, dia 26 de dezembro de 1586, Maria Ramos se preparava para sair da capela, quando uma índia cristã despertou sua atenção para a imagem, que aparecia cercada de brilhantes resplendores. Maria Ramos prestou atenção à ocorrência e foi grande seu assombro ao se dar conta da grande transformação que se dera na pintura, cujas cores, antes tão manchadas, agora apareciam vivas e claras, tão fortemente que resplandeciam por toda a capela. Maria Ramos e a índia começaram a clamar jubilosas até que chega Juana de Santana.

As três mulheres se ajoelharam e louvaram a Deus por tão grande maravilha. E o prodígio se espalhou, tendo início os milagres.

Pio VII a declarou patrona da Colômbia em 1829. A imagem foi canonicamente coroada em 1919.

Fonte: ACI Digital

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Nossa Senhora de Copacabana


Copacabana é uma cidade e porto da Bolívia, capital da província de Manco Cápac. Está situada às margens do Lago Sagrado Titicaca, na península com o mesmo nome. O grandioso cenário que o rodeia é formado pelo maciço andino da Cordilheira Real.

Desde os primeiros tempos da conquista pelos irmãos Pizarro, a partir de 1538, aí se pregou o Evangelho. Esta missão era executada, à época, pelos religiosos da Ordem de São Domingos.

Francisco Tito Yupanqui, de sangue real, era descendente direto dos Reis Incas. Nasceu em Copacabana e no escudo de armas que o imperador Carlos V concedeu a seus antepassados constava o lema “Ave Maria”.

Desde menino demostrou profundo amor à Santíssima Virgem Maria. Em nome desse amor lutou pelo desejo de seu povo Hanansaya de que a imagem da Virgem da Candelária ocupasse um lugar de destaque no altar-mor da humilde capela de Copacabana. Também se empenhou em formar uma Confraria para honrar a Santíssima Virgem. Tinha inclinação natural para a pintura e escultura. Carecia, contudo, de conhecimentos elementares das técnicas destas nobres artes.

Contudo, ajudado por seu irmão Felipe, esculpiu uma imagem da Virgem em argila. O resultado não foi grande coisa. Foi feita apenas de boa vontade e amor a Nossa Senhora. O padre Antonio de Almeida, o pároco, colocou-a a um lado do altar. Seu sucessor, Dom Antonio Montoro, ao ver essa imagem desajeitada, tosca e desproporcional, mandou tirá-la do altar e a colocou com desprezo num canto qualquer da sacristia.

Humilhado Francisco Tito por este contratempo e aconselhado pelos seus, dirigiu-se a Potosí, que contava com destacados mestres em escultura de imagens sacras.

O sincero e profundo amor que sentia pela Virgem Santíssima Virgen era bem maior que sua inclinação para a arte. Com ardentes orações e jejuns, invocou a bondade de Maria para proporcionar a seu povo uma imagem digna de veneração. Com esta santa preocupação, procurou, o pobre escultor, em todas as igrejas de Potosí uma imagem da Virgem que pudesse lhe servir de modelo. Indicaram-lhe uma em Santo Domingo.

Tito Yupanqui, o humilde enamorado da Virgem Maria, chegou a adquirir no atelier do mestre Diego Ortiz, certo domínio na arte da escultura e na preparação da madeira. Com esses conhecimentos se pôs a construir a imagem definitiva da Candelária. Antes de começar seu trabalho, mandou celebrar uma Missa em honra da Santíssima Trindade, para obter sobre sua obra a bênção divina. Era indizível a alegria que Francisco transmitia quando dava os últimos retoques em sua bendita e amada Virgem da Candelária.

A preciosa imagem chegou a Copacabana em meio a emoção do povo que a acompanhou em concorrida procissão. A chegada da Virgem ao seu trono de glória foi um verdadeiro triunfo.

Desde então começou a sua maternal misericórdia, derramando milagres e graças incontáveis. Os milagres concedidos por intercessão da Virgem de Copacabana a todos que a invocam com fé e esperança são inumeráveis.

O santuário de Copacabana é um dos mais antigos da América. O templo atual foi construído em 1805 e a imagem foi coroada durante o Pontificado de Pio XI. Com o passar dos anos, os fiéis doaram grande quantidade de jóias valiosíssimas e o templo se encheu de tesouros. Essa riqueza foi posteriormente saqueada por presidentes, generais e ditadores.

A imagem original nunca sai do Santuário. Paras as procissões usa-se uma cópia. Um costume bem original desse Santuário, basílica desde 1949: os fiéis que o visitam saem sempre caminhando para trás, com a intenção de nunca dar as costas a sua querida padroeira, cuja festa originalmente era celebrada no dia 2 de fevereiro. Foi transferida para 5 de agosto, com liturgia própria e grande festa popular.

Fonte: ACI Digital

Aparições de Nossa Senhora Invocações Marianas Santuários Marianos

Nossa Senhora da Caridade do Cobre

A visita do Papa a Cuba, em sua primeira viagem à América Latina de língua espanhola, coincide com o 400º aniversário da imagem de Nossa Senhora da Caridade do Cobre, padroeira de Cuba, cuja devoção atrai ao Santuário Mariano cerca de onze mil peregrinos por semana.

Bento XVI visitará a imagem como “Peregrino da Caridade”, rezará diante dela na manhã de 27 de março e lhe entregará a Rosa de Ouro, um gesto filial que os pontífices mantiveram para com algumas imagens de Maria em diversos países.

Dentro das celebrações do Ano Jubilar Mariano que mobilizou todo o país, a vigésima primeira edição da Feira Internacional do Livro, de 9 a 19 de fevereiro em Havana, serviu de marco para a apresentação do livro “Nossa Senhora da Caridade do Cobre. Símbolo de cubanía”, da historiadora Olga Portuondo Zúñiga.

De acordo com a agência Zenit, nos oito capítulos desta segunda edição ampliada, a autora reflete os resultados de uma profunda pesquisa sobre as origens e a evolução da veneração a Maria ao largo da história cubana.

O volume, publicado pela Editora Oriente, foi prologado por Dom Carlos Manuel de Céspedes, que, além de elogiar a beleza estética e a qualidade de impressão do livro, avalia positivamente o conteúdo e a seriedade do trabalho da autora. “Não é uma obra pronta, pois tenho certeza de que no ano que vem estaremos apresentando um novo livro com mais descobertas sobre esse tema e outros relacionados”.

O prelado fez referência também à recém-finalizada peregrinação da imagem de Maria por toda Cuba e à próxima visita do Santo Padre à ilha.

HISTÓRIA

Em Cuba, certa manhã de 1607 ou 1608, dois irmãos indígenas, João e Rodrigo de Joyos, e o crioulo João Moreno, de mais ou menos uns 10 anos, foram enviados pelo administrador das estâncias de Varajagua às costas de Nipe, para de lá trazerem certa quantidade de sal. Chegando lá encontraram um mar agitadíssimo por causa de um forte vento que soprava e da chuva que caía. Perceberam então que era impossível executar a tarefa a qual foram encarregados. Refugiaram-se em uma choça e lá permaneceram durante três dias, até que a tempestade cessou e puderam embarcar em uma canoa para dirigir-se às salinas da costa.

Pelas 5 horas da manhã, perceberam um vulto, que flutuava na direção deles. Pensaram, em princípio, se tratar de uma ave aquática, mas, ao se aproximarem do vulto, notaram que era uma imagem de Nossa Senhora, que vinha sobre uma tábua, na qual se lia a seguinte inscrição: “Eu sou a Virgem da Caridade”. A imagem tinha o rosto redondo, de cor clara, e sustentava no braço esquerdo o menino, que levava em uma das mãos a esfera, símbolo do mundo, tendo a outra levantada em atitude de dar a bênção. Ela inspirava respeito e veneração.

Os meninos então recolheram a imagem, e perceberam que nem a orla do vestido de Nossa Senhora havia se molhado. Recolheram também, com muita pressa, a quantidade de sal que deveriam levar, e conduziram com muito cuidado a imagem para a estância de Varajagua.

Os trabalhadores da estância, sabendo da imagem, preparam um modesto altar e receberam Nossa Senhora com alegria e devoção. Quando o acontecimento chegou ao conhecimento do administrador da estância, ele ordenou que se construísse uma ermida, com uma luz que ardesse constantemente diante da imagem. Enviou também uma comissão de homens competentes para que se informasse sobre o aparecimento da imagem, e para depois levá-la em procissão para o povoado de Cobre. Na procissão, com muitos cantos em louvor a Nossa Senhora, a imagem foi reconhecida como a Rainha da Ilha. A imagem de Nossa Senhora da Caridade, então, foi conduzida e colocada no altar-mor da igreja paroquial.

Em 1703, pelo número grande de romeiros que vinham de todas as regiões implorar a bondade de Nossa Senhora da Caridade, foi construído o atual santuário no lugar indicado pela própria Mãe de Deus, num outeiro que dista 430 passos da vila de Cobre. A festa principal do santuário celebra-se em 8 de setembro, anualmente, com grande número de fiéis.

Os pobres e os enfermos vão em busca de alívio, e são inúmeros os prodígios alcançados graças a Nossa Senhora da Caridade

Santuários Marianos

Nossa Senhora do Líbano

No dia 8 de dezembro de 1854, o Papa Pio IX proclamou solenemente o dogma da Imaculada Conceição, isto é, a Virgem Maria foi concebida no seio de sua mãe sem a mancha do pecado original. A grandeza deste evento teve uma consonância extraordinária no mundo cristão, em geral, e no mundo católico, em particular. Espalhou a alegria e a tranqüilidade em muitos países. Cinqüenta anos mais tarde, a Igreja Católica celebrou o jubileu de ouro do estabelecimento deste dogma. Nesta ocasião o Patriarca Maronita e o Núncio Apostólico no Líbano e Síria, de comum acordo, inspiraram aos Libaneses um impulso de fé e de entusiasmo para homenagear a Virgem Maria. Tiveram a idéia de erguer um monumento religioso para perpetuar a lembrança da confirmação do dogma da Imaculada Conceição e para destacar o amor do povo libanês a Maria Santíssima, através de todos os séculos e por todas as gerações.

Após de consultar Bispos, padres e leigos, os responsáveis religiosos decidiram chamar o monumento pelo nome de Nossa Senhora do Líbano. A opinião de vários engenheiros e arquitetos deu como resultado a escolha do lugar chamado “ O Rochedo”, na pequena aldeia de Harissa, para construir nele o monumento. Este Rochedo é uma maravilhosa colina com vista belíssima ao mar e a Beirute. Além disso, o lugar escolhido fica perto da Nunciatura Apostólica, de Bkerke, residência do Patriarca Maronita, de Charfe, residência do Patriarca sírio-catolico e não longe de Bzummar, residência patriarcal dos Armênios católicos.

Podemos crer que a providencia inspirou aos responsáveis a escolha desta colina que simboliza, por sua beleza, a magnificência e a santidade da Virgem Maria, Senhora do Líbano. Neste lugar alto eleva-se um belo Santuário com uma estatua artística da mãe de Deus, a Imaculada Conceição.

A estatua feita de bronze e pintada de branco, veio de França, a cidade de Leon. Sua altura é de 8 metros e meio, com 5 metros de diâmetro e pesa quinze toneladas. Uma verdadeira obra prima de extraordinária beleza A Virgem com as mãos estendidas e abertas para o mar (Bahia de Junieh) e a capital Beirute.

A base da estatua foi construído de pedra natural, a sua altura é de 20 metros, sua circunferência inferior é de 64 metros e a superior de 12 metros. Uma escada em colimação de 110 degraus leva os peregrinos até o cume aos pés da estatua.  

Terminada a construção do Santuário e as praças preparadas, a inauguração foi marcada para o primeiro domingo de maio de 1908. Desde a madrugada daquele dia histórico, inumeráveis multidões chegavam de toda parte do Líbano com as suas bandeiras e confrarias. Assim, todas as praças, as ruas e todos os lugares vizinhos estavam transbordando de fieis devotos à Virgem Maria . As dez horas, o Núncio Apostólico Frediano Gianini começou a cerimônia religiosa, benzendo o Santuário e a estatua.

Em seguida, o Patriarca Elias Hoyek com vários Bispos e sacerdotes celebraram a missa Pontifical. O Governador geral do Líbano foi representado pelo Comandante chefe do exercito libanês, Barbar Khazen. Em seu sermão o Patriarca destacou sobre tudo o amor e a devoção particular dos Libaneses para a Virgem Maria, através de todos os tempos.

No final do Oficio divino, a cerimônia foi encerrada por uma procissão do Ícone de Nossa Senhora do Líbano na grande praça do Santuário. Naquele momento O Patriarca declarou que o primeiro Domingo de Maio será a festa anual de Nossa Senhora do Líbano

Oração a  Nossa Senhora do Líbano

Ó Maria, rainha dos montes e dos mares, Senhora do nosso querido Líbano, cuja glória te foi dada, tu quiseste que ele seja o teu símbolo.

O teu brilho supera o da neve do Líbano e o perfume da tua pureza espalha-se como o perfume das flores do Líbano. Tu te elevaste majestosa como o cedro do Líbano.

 A ti pedimos, ó Virgem, volve o teu materno olhar para todos os teus filhos e, estendendo as tuas imaculadas mãos, abençoa a todos eles.

Amém

Fonte: Diocese Maronita

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Nossa Senhora Medianeira de todas as Graças

Padroeira Do Rio Grande Do Sul  (festa 31 de Maio)

“Medianeira de todas as graças que na terra derramam os céus, esperamos em ti que nos faça ó Maria subir até Deus” (D. Aquino Corrêa).

 Sempre que professamos a nossa fé rezando a oração do Creio, proclamamos que Jesus Cristo, filho de Deus, nasceu da virgem Maria. Queremos por ventura, nos referir a duas pessoas diversas: a pessoa do filho de Deus e daquele que nasceu da virgem Maria? Absolutamente não! Trata-se de uma só e mesma pessoa a qual, sendo Deus e Homem, é filho de Deus segundo a natureza divina e é filho de Maria, segundo a natureza humana. Foi baseado nesta verdade que os santos Padres ensinam que a virgem é mãe de Deus.

 É bom sempre lembrar que, Deus querendo resgatar o gênero humano, depôs o preço do resgate nas mãos de Maria. Santo Alberto Magno nos diz que: “Maria companheira na paixão tornou-se cooperadora na redenção”.

 Na idade média encontramos uma série de teólogos que falam explicitamente na mediação e na corredenção de Nossa Senhora.

 Um experiente teólogo conhecido apenas por Arnaldo nos diz que no calvário “Havia dois altares: um no coração de Maria e outro no corpo de Jesus. Enquanto o Cristo imolava sua carne, Maria imolava sua alma”.

 No dia 22 de março de 1918, o então Papa Bento XV classicamente expressa a doutrina da corredenção de Maria na encíclica “ Intersodalícia”, que diz: “de tal modo Maria padeceu e quase morreu com seu filho paciente e moribundo; de tal modo renunciou ao seus direitos maternos, e, para aplacar a justiça divina, concorreu quanto estava ao seu alcance para a imolação de seu filho, que justamente se pode dizer que com Cristo resgatou o gênero humano”.

 Alguns anos antes, ou seja, em 08 de setembro de 1894 o Papa Leão XIII, usando a frase de São Bernardino de Siena, assim concluiu a sua encíclica, “Incunda Semper”: -“Toda a graça que se concede a este mundo tem uma tríplice procedência: pois numa belíssima ordem, do Pai é passado ao Filho, do Filho à Santíssima Virgem e dela, por fim, para nós”. É uma mediação por meio de intercessão.

 Diz-se que Jesus Cristo para honrar sua mãe determinou que todas as graças que ele nos mereceu, não fossem dispensadas a humanidade senão por meio dela.

 Concluímos que o Espírito Santo desceu sobre a Virgem Maria e os apóstolos, quando estavam em oração no cenáculo, momento solene do nascimento da Igreja. Assim por sua maternidade divina, Maria se tornou co-redentora, obteve a função de medianeira e se tornou Mãe da Igreja, da qual ela é o modelo perfeito.

 A festa de Nossa Senhora Medianeira de todas as graças, foi instituída pelo Papa Bento XV em 1921, e sua data 30 de maio.

O QUADRO DA MEDIANEIRA

O cardeal Primaz da Bélgica idealizou o ícone que hoje conhecemos, e para tanto buscou na Sagrada Escritura os símbolos nele apresentados.

 Dom Mercier encontrou no livro do profeta Ezequiel uma visão que fala: “A glória de Deus enchia todo o templo”. No quadro vemos a trindade santa, onde Deus Pai é um ancião (eternidade de Deus), coroado (todo poderoso) que recebe o sacrifício de Jesus na cruz. Único sacrifício agradável a Deus q eu seria oferecido do nascer ao por do sol, como profetizou Malaquias. O Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho, está entre os dois, em forma de pomba. Aos pés de Deus, seis querubins de seis asas, conforme o profeta Isaías: “ Querubins com seis asas esvoaçavam no templo, dizendo: Santo, Santo é o Senhor Deus dos exércitos.”

 As letras Alfa e Ômega, a primeira e a última do alfabeto grego, nos lembram que Deus é o princípio e o fim de todas as coisas. Todos os privilégios de Nossa Senhora vêm dos merecimentos de Jesus na cruz. Por isso, as graças como raios, descem do crucificado sobre Maria e dela sobre o mundo.

 Lembra-nos a frase de São Bernardo: “A vontade de Deus é que recebamos tudo por Maria”.

 Percebemos Nossa Senhora de braços abertos, posição de oração intercedendo por nós, dia e noite, levando a Jesus nossos anseios e nos trazendo as bênçãos e graças divinas. O ícone foi pintado pela irmã franciscana Angelita Stefani.

NO RIO GRANDE DO SUL

A devoção foi trazida no ano de 1928, pelo Jesuíta Frei Inácio Valle da Bélgica e introduzida no seminário São José, na cidade de Santa Maria. Dois anos depois, ou seja, em 1930, a cidade estava sendo ameaçada por uma luta armada, quando um grupo de romeiros foi ao seminário rezar a Medianeira. Os ânimos serenaram e a paz voltou a reinar.

 Num gesto de gratidão, um grupo bem maior voltou ao seminário para agradecer a intercessão da Virgem Medianeira.

 Desde aquela época um número cada vez maior, até os dias de hoje participa da romaria estadual de Nossa Senhora Medianeira, no segundo domingo de novembro. O povo do Rio Grande manifesta sempre mais o seu amor e sua gratidão a padroeira do estado.

Maria Imaculada, Medianeira de todas as graças, rogai por nós que recorremos, a vós.

Por Márcio Antônio Reiser O.F.S.

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Nossa Senhora do Equilíbrio

Histórico do Santuário no Brasil:

A devoção à Nossa Senhora do Equilíbrio começou a ser propagada em maio de 93 pela Irmã Aquilina, religiosa da Congregação das Irmãs da Sagrada Família, nos Grupos de Oração por onde pregava.

Nossa Senhora do Equilibrio

No Gabaon de 94, tradicional evento de carnaval organizado pela RCC, na celebração Eucarística, Dom Pedro Fedalto, Arcebispo Metropolitano de Curitiba, lança à Re

novação Carismática o desejo de edificar um Santuário dedicado a Nossa Senhora do Equilíbrio. Em 97 Dom Pedro Fedalto renova o desejo à RCC

e à Irmã Aquilina. Depois de certo tempo surgiu a hipótese da construção do Santuário no terreno pertencente ao Seminário São José, no bairro do Orlens. Começou, então, a criar vulto a idéia de, juntamente com o Santuário e tendo-o como ponto de irradiação espiritual, construir-se um grande complexo de evangelização denominado de Centro Católico de Evangelização Luz do Mundo, composto por um pavilhão para grandes eventos, uma casa de retiros para 200 participantes e um salão de palestras para eventos menores. Enfim, um trabalho voltado à Igreja e à comunidade, visto que o terreno que abriga o complexo mede aproximadamente 47 mil m2.

Em 25 de outubro de 1998, foi lançada a pedra fundamental da obra; em 31 de maio de 2000, o ano do grande Jubileu de Jesus Cristo, foi assinado o contrato de comodato com a Mitra Arquidiocesana proprietária do terreno e no dia 08 de setembro do mesmo ano foi fundada a Associação Luz do Mundo p

ara gerir a grande obra, tendo como presidente Irmã Aquilina, SF.

A casa do caseiro, sala de palestras para 500 participantes e refeitório já estão concluídas, iniciaremos, ainda este semestre, a construção de um complexo de banheiros anexo

ao refeitório. O Santuário, propriamente dito, também já está quase totalmente pronto restando somente a parte de arte sacra, a qual está em processo de desenvolvimento por um studio de Curitiba e tão logo fique pronto e tenhamos a verba necessária daremos início à confecção.

Dom Pedro Fedalto sempre tem demonstrado um grande carinho por esta obra, aliás foi seu idealizador e grande incentivador. O mesmo temos notado nos Padres do Seminário São José. Dom Moacir, nosso novo Arcebispo, manifesta o mesmo desejo do seu predecessor de que se leve adiante este grandiosa obra de Evangelização de nossa querida Arquidiocese de Curitiba.

Histórico de Nossa Senhora do Equilíbrio:

Um dia de 1967, um monge da abadia de Fattochie, em Roma, rezava distraidamente.

Santuario Nossa Senhora do Equilibrio - Curitiba/PR

Vinha-lhe à mente, de modo obsessivo, a palavra equilíbrio. Saindo da Capela, foi ao sótão do mosteiro para colocar algumas coisas em ordem. De repente, caiu-lhe nas mãos uma rude e compacta tábua sobre a qual estava fixada uma chapa metálica oxidada com o relevo de uma orante.

Inspiradamente exclamou: Santa Maria do Equilíbrio. E entregou-a ao monge Armando Paniello, que a reproduziu numa estampa com um vestido amarelo, frisado, e longo, véu azul, da cabeça aos pés, braços e mãos estendidos verticalmente até o colo, pés descalços, como que a admoestação, nesta posição hierática, um espiritual equilíbrio.

Em 19 de setembro de 1968, Dom Armando solicitou uma audiência com o Papa Paulo VI.

Ao receber a estampa, o Pontífice, radiante e de braços abertos exclamou: “Santa Maria do Equilíbrio!… ah, é justamente dela que se precisa!”. “Q

ual deve ser o dia de sua festa?” – pergu

ntou-lhe o monge. Ao que responde o papa: “Dela não existe uma festa, porque deve ser invocada da manhã à noite”.

Fonte: www.nsequilibrio.com.br

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Santuário de Nossa Senhora de Czestochowa

Conforme tradição muito antiga, o quadro de N. Sra. do Monte Claro é cópia fiel da pintura feita pelo evangelista São Lucas. Seguidas vezes, são Lucas visitava Virgem Maria, colhendo dela pormenores da infância de Jesus. Foi numa dessas ocasiões que ele, na própria tábua da mesa de cedro que Nossa Senhora usava para seu trabalho e oração, pintou sua imagem. Diz a lenda que, ao iniciar a pintura do rosto da Virgem Maria, deteve-se pensativo, preocupado em exprimir da melhor forma possível toda beleza da Mãe de Deus. Profundamente recolhido, cochilou e adormeceu por alguns instantes e, acordando, surpreendeu-se ao encontrar o quadro pronto, no qual o rosto de Maria, de celestial beleza, estava pintado.

Sendo Jerusalém ocupada pelo exército romano, a Santa Helena foi conhecer os lugares santos e procurar o lenho da Santa Cruz. Santa Helena viu o quadro e recebeu-o das mulheres que o guardavam. Encontrando também o lenho da Santa Cruz, enviou ambos a seu filho Constantino o Grande, Imperador de Constantinopla, naquela época, metrópole da Igreja. Esse Imperador, recém convertido ao cristianismo, recebeu o quadro enviado por sua mãe, com grande alegria, colocando-o na capela particular de seu palácio. Muitas cópias do quadro milagroso foram feitas, por ordem de Constantino, e por ele doadas aos cristãos do oriente e ocidente. O quadro original permaneceu com ele. Por mais de 400 anos o quadro permaneceu nas capelas particulares, como propriedade dos príncipes russos. Depois o quadro foi transferido para a capela do castelo Belz, na Rússia, onde permaneceu por muitos anos.

Entrando a Rússia em guerra contra Ludovico, rei da Hungria e da Polônia, foi por este vencida. A cidade de Belz e o castelo caíram nas mãos de Ludovico, que nomeou seu sobrinho Ladislau, Príncipe de Opole – Polônia, como governador de Belz. Visitando as dependências do castelo, Ladislau encontrou o quadro de N.Sra. e, cheio de respeito e amor para com Mãe de Deus, colocou-o na capela do palácio. Entretanto, pouco tempo depois, a cidade de Belz foi invadida pelos Tártaros, que atacaram o castelo. Ladislau com sua agente, defendia-se de forma heróica dos invasores muito mais numerosos. Vendo que seus esforços eram inúteis, Ladislau recorreu à proteção de Maria e, prostrando-se diante do Quadro sagrado, pediu socorro, que lhes veio sem demora. O príncipe, grato pela ajuda milagrosa, decidiu retirar o quadro da Virgem de Belz, pois era um lugar exposto aos ataques dos Tártaros, e levá-lo a Opole (Polônia) capital do seu principado.

Contudo, por desígnio de Deus e vontade de Maria, resolveu deixar o quadro numa capela situada na colina, perto de Czestochowa. O ponto mais alto, por ser um descalvado de calcário, recebeu o nome de Monte Claro (= Jasna Gora)

Chegada do Quadro Milagroso à Polônia

Em agosto de 1382, O Príncipe Ladislau confiou o quadro milagroso aos cuidados dos Frades Paulinos, seus fiéis guardiões. Construiu-lhes, com ajuda do povo daquela região, o convento, a igreja e fez generosa doação em terras e aldeias para manutenção do convento e do Santuário. Ladislau Jagiello, rei da Polônia e Lituânia, não só aprovou as doações do Príncipe, mas contribuiu com outro tanto por sua parte.

A pedido deste rei, o Papa Martinho V, pela Bula de 27 de Novembro de 1429, enriqueceu o santuário de Monte Claro com diversas indulgências e com a benção papal. Desde o primeiro dia da chegada do quadro da Virgem Maria na terra polonesa o povo recorre a Nossa Senhora, pedindo saúde, consolo e graças espirituais. Inúmeras graças atribuem-se a ele: doentes foram curados, pessoas desesperadas encontraram paz e consolação etc. Todos os que recorriam à Mãe de Deus com confiança e amor, eram atendidos em suas necessidades. Peregrinações das mais longínquas localidades do país e mesmo do estrangeiro chegavam ao Monte Claro em busca de socorro material e espiritual. Confortados pela ajuda recebida, expressavam a sua gratidão, oferecendo ao Santuário donativos em ouro, prata, pedras preciosas e dinheiro. Também a rainha da Polônia, Santa Edviges, com seu esposo, o rei Ladislau Jagiello e os dignitários da corte, faziam ricas doações a Nossa Senhora. Ornada com tantas jóias de alto valor, o quadro milagroso tornou-se objeto de cobiça por parte dos ateus, dos infiéis e dos assaltantes, numerosos naquela época. Na madrugada do dia da Páscoa, do ano de 1430, o Santuário de Nossa Senhora, onde apenas os frades e alguns peregrinos se encontravam, foi repentina mente invadido por bandidos. Arrancaram do altar o quadro, jóias, cálices e tudo de grande valor, jogaram tudo numa carroça, pondo-se em fuga. Por descuido o quadro caiu e quiseram recolocar mas não o conseguiram. Do castelo mais próximo, vieram soldados armados e puseram-se imediatamente atrás dos bandidos. Os bandidos percebendo o que acontecera e não conseguindo recolocar o quadro no veículo, o chefe dos bandidos, na iminência de ser apanhado, encolerizou-se, golpeou-o diversas vezes com a espada e fugiu apressado. Ao chegar no local, soldados, peregrinos e frades, encontraram o quadro partido em três pedaços e rosto de Nossa Senhora dolorosamente ferido. Ajoelhando-se, pediram ajuda de Deus. Depois pediram ao rei da Polônia Ladislau Jagiello que tomasse providências necessárias para restauração do quadro. Famosos pintores foram até lá para restaurar, mas nenhum deles conseguiu restaurar a pintura do quadro.

Quando todos desistiram, um jovem que havia auxiliado o primeiro pintor, veio até o rei e declarou com toda simplicidade: “A Mãe de Deus não quer que sejam apagadas essas cicatrizes”. Dito isto, pediu que lhe desse licença para concluir a restauração do quadro, e o rei embora contrariado, não tendo outro recurso cedeu ao seu pedido. Antes de pintar o jovem rezou noite inteira. Concluído o trabalho, entregou ao rei Ladislau o quadro completamente restaurado, com todos os cortes cobertos, exceto os três ferimentos no rosto de Nossa Senhora. O jovem pintor havia desaparecido e nunca mais foi visto.

O quadro voltou ao seu trono, ornado novamente de ouro, prata e pedra preciosas, doadas pelos reis e pelo povo. A Mãe de Deus continuou, desde então, operando milagres e atendendo a todos os que a Ela recorriam com confiança e fé. Em 1655, os Suecos invadiram a Polônia e atacaram também o Convento e o Santuário de Czestochowa, a fim de se apoderarem das riquezas do pais. No Convento havia apenas frades e 50 famílias e alguns soldados. Durante 40 dias, os suecos atacavam com mais de 15 mil homens, canhoes etc., lançando bombas incendiárias sobre o Santuário. Os frades e os outros sitiados defendiam-se heroicamente, confiando na proteção de Nossa Senhora e chegavam afazer procissão com o Santíssimo em volta do Santuário, cantando e rezando no meio dos ataques do inimigo. Os suecos reconhecendo que lutavam contra forças sobrenaturais resolveram se afastar na noite de Natal e pouco tempo depois, foram expulsos também do pais. No ano seguiste de 1656, Nossa Senhora de Czestochowa foi declarada, oficialmente, pelo Papa, RAINHA DA POLÔNIA.

Milagres Ocorridos no Século XX

Muitas são as graças atribuídas à Nossa Senhora do Monte Claro no século XX. No final da II Grande Guerra, Adolf Hitler reconhecia que a investida contra a Polônia havia fracassado devido, segundo suas próprias palavras, “à Negra de Czestochowa”. No dia 26 de Agosto de 1956, um milhão de poloneses, unidos num só coração, renovou o Voto da Nação, repetindo as palavra do Cardeal Stefan Wyszynski ausente (preso pelo regime comunista), e renovando as promessas de fidelidade à sua Rainha, a Deus, à Cruz, ao Evangelho, à Igreja e seus Pastores. Por essas promessas eles se comprometiam a defender a vida desde a sua concepção e a mútua fidelidade no matrimônio. Prometiam, também, lutar contra seu vicio e praticar a lei do amor, respeitando a dignidade humana. Cada ano, no dia 3 de maio, esses Votos São renovados em cada paróquia e, no dia 26 de agosto, no Santuário de Monte Claro, aos pés de Maria, Rainha da Polônia.

No dia 16 de outubro de 1978, os sinos de todas as igrejas da Polônia tocavam festivamente, anunciando que um filho da Polônia martirizada, mas sempre fiel, Karol Wojtyla, Cardeal, fora eleito Papa, como 266 Sucessor de São Pedro, com o nome de João Paulo II. João Paulo II, antigo Arcebispo de Cracóvia, no dia seguinte à sua eleição, escreveu ao Primaz da Polônia uma carta, e terminou dizendo: “não haveria na sede de São Pedro um papa polonês, se não houvesse. Monte Claro e o maravilhoso Primaz com sua fé heróica e inabalável confiança em Maria, Mãe da Igreja”. No seu brasão papal, colocou uma grande cruz, a letra M e as palavra: TOTUS TUUS, que significa: Todo Teu – Todo de Maria.

Monte Claro, depois de tantas provas e sacrifícios, viu chegar o radioso, cheio de esperança e fé no futuro, que culminou com a visita do Santo Padre à Polônia, de 2 a 10 de junho de 1979. Como fiel servo de Maria, chegou dia 3 de junho a Monte Claro e permanecendo ali por 3 dias. Em sua peregrinação ao Brasil, de 30 de junho a 12 de julho de 1980, o Santo Padre ofereceu à imigração polonesa, um quadro de Nossa Sra. de Czestochowa. Os imigrantes poloneses, ao deixarem sua Pátria, levavam sempre consigo esse grande tesouro: o quadro de Nossa Sra. do Monte Claro e a grande devoção à Maria Santíssima.

Chega, o ano de 1982. Polônia prepara-se para comemorar os 600 anos do reinado maternal de Maria em Czestochowa. Joao Paulo II alimenta o grande desejo de ir agradecer, pessoalmente a Maria, a proteção Materna à sua Pátria, mas o governo comunista não deu a permissão, transferindo a peregrinação para o ano de 1983. Foi com jubiloso “Magnificat” e “Te Deum” que a Nação Polonesa agradeceu os benefícios e as graças de ordem espiritual e material recebidas das mãos maternas de Maria Rainha da Polônia. Realmente, Maria nunca abandonara o seu reino, quer nas guerras, quer nas ocupações inimigas, nas perseguições comunistas, quer em tempo de paz e em todas as circunstâncias.

Finalmente Polônia ficou livre do regime comunista, graças a proteção de Nossa Senhora do Monte Claro. Inúmeras são as graças de curas e conversão de pecadores, ao entrarem no Santuário da Virgem de Czestochowa. Maria espera a todos e ajuda aqueles que a reconhecem como Mãe de Deus e seguem os passos do seu Filho Jesus Cristo.

Intercessões Nossa Senhora Santuários Marianos

Nossa Senhora Auxiliadora

FESTA NO DIA 24/05

Esta invocação mariana encontra suas raízes no ano 1571, quando Selim I, imperador dos turcos, após conquistar várias ilhas do Mediterrâneo, lança seu olhar de cobiça sobre toda a Europa. O Papa Pio V, diante da inércia das nações cristãs, resolveu organizar uma poderosa esquadra para salvar os cristãos da escravidão muçulmana. Para tanto, invocou o auxílio da Virgem Maria para este combate católico.

A vitória aconteceu no dia 7 de outubro de 1571. Afastada a perseguição maometana, o Santo Padre demonstrou sua gratidão à Virgem acrescentando nas ladainhas loretanas a invocação: Auxiliadora dos Cristãos.

No entanto, a festa de Nossa Senhora Auxiliadora só foi instituída em 1816, pelo Papa Pio VII, a fim de perpetuar mais um fato que atesta a intercessão da Santa Mãe de Deus: Napoleão I, empenhado em dominar os estados pontifícios, foi excomungado pelo Sumo Pontífice. Em resposta, o imperador francês seqüestrou o Vigário de Cristo, levando-o para a França. Movido por ardente fé na vitória, o Papa recorreu à intercessão de Maria Santíssima, prometendo coroar solenemente a imagem de Nossa Senhora de Savona logo que fosse liberto.

O Santo Padre ficou cativo por cinco anos, sofrendo toda espécie de humilhações. Uma vez fracassado, Napoleão cedeu à opinião pública e libertou o Papa, que voltou a Savona para cumprir sua promessa. No dia 24 de maio de 1814, Pio VII entrou solenemente em Roma, recuperando seu poder pastoral. Os bens eclesiásticos foram restituídos. Napoleão viu-se obrigado a assinar a abdicação no mesmo palácio onde aprisionara o velho pontífice.

Para marcar seu agradecimento à Santa Mãe de Deus, o Papa Pio VII criou a festa de Nossa Senhora Auxiliadora, fixando-a no dia de sua entrada triunfal em Roma.

O grande apóstolo da juventude, Dom Bosco, adotou esta invocação para sua Congregação Salesiana porque ele viveu numa época de luta entre o poder civil e o eclesiástico. A fundação de sua família religiosa, que difunde pelo mundo o amor a Nossa Senhora Auxiliadora, deu-se sob o ministério do Conde Cavour, no auge dos ódios políticos e religiosos que culminaram na queda de Roma e destruição do poder temporal da Igreja. Nossa Senhora foi colocada à frente da obra educacional de Dom Bosco para defendê-la em todas as dificuldades.

No ano de 1862, as aparições de Maria Auxiliadora na cidade de Spoleto marcam um despertar mariano na piedade popular italiana. Nesse mesmo ano, São João Bosco iniciou a construção, em Turim, de um santuário, que foi dedicado a Nossa Senhora, Auxílio dos Cristãos.

A partir dessa data, Dom Bosco, que desde pequeno aprendeu com sua mãe Margarida, a confiar inteiramente em Nossa Senhora, ao falar da Mãe de Deus, lhe unirá sempre o título Auxiliadora dos Cristãos. Para perpetuar o seu amor e a sua gratidão para com Nossa Senhora e para que ficasse conhecido por todos e para sempre que foi “Ela (Maria) quem tudo fez”, quis Dom Bosco que as Filhas de Maria Auxiliadora, congregação por ele fundada juntamente com Santa Maria Domingas Mazzarello, fossem um monumento vivo dessa sua gratidão.

Dom Bosco ensinou aos membros da família Salesiana a amarem Nossa Senhora, invocando-a com o título de AUXILIADORA. Pode-se afirmar que a invocação de Maria como título de Auxiliadora teve um impulso enorme com Dom Bosco. Ficou tão conhecido o amor do Santo pela Virgem Auxiliadora a ponto de Ela ser conhecida também como a “Virgem de Dom Bosco”.

Escreveu Dom Bosco: “A festa de Maria Auxiliadora deve ser o prelúdio da festa eterna que deveremos celebrar todos juntos um dia no Paraíso”.

 Oração a Nossa Senhora Auxiliadora, Protetora do Lar

 Santíssima Virgem Maria a quem Deus constituiu Auxiliadora dos Cristãos, nós vos escolhemos como Senhora e Protetora desta casa. Dignai-vos mostrar aqui Vosso auxílio poderoso.

Preservai esta casa de todo perigo: do incêndio, da inundação, do raio, das tempestades, dos ladrões, dos malfeitores, da guerra e de todas as outras calamidades que conheceis. Abençoai, protegei, defendei, guardai como coisa vossa as pessoas que vivem nesta casa. Sobretudo concedei-lhes a graça mais importante, a de viverem sempre na amizade de Deus, evitando o pecado.

Dai-lhes a fé que tivestes na Palavra de Deus, e o amor que nutristes para com Vosso Filho Jesus e para com todos aqueles pelos quais Ele morreu na cruz.

Maria, Auxílio dos Cristãos, rogai por todos que moram nesta casa que Vos foi consagrada. Amém.

Fonte: Canção Nova

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O milagre de Nossa Senhora de Nazaré

Sentindo-se perdido, de seu peito aflito brotou um brado de súplica à Única que poderia socorrê-lo em tal transe: “Senhora, valei-me!”

Vila típica de Portugal, Nazaré tem, tal como o país ao qual pertence, a face voltada para o mar, recebendo de frente o vento fresco e desafiador do oceano bravio. É bem conhecida a história do povo lusitano, e sabe-se que ele não costuma recuar diante desse tipo de desafio.

No distante século XII, Portugal já era nação soberana. No entanto, escaramuças e combates terrestres não deixaram de ocorrer. Além disso, os navios mouros ainda eram senhores da costa, o que constituía um grande perigo para todos. O rei Dom Afonso Henriques, preocupado em afastar essa ameaça que pesava sobre seus súditos, chamou um vassalo de sua confiança, o alcaide-mor de Porto de Mós, e o constituiu comandante das poucas naves de guerra que Portugal então possuía.

Para muitos, pareceu temeridade a flotilha cristã enfrentar os experientes marujos e corsários árabes. No entanto, a Providência velou pelos lusos, e a esquadra moura sofreu fragorosa derrota ao largo do Cabo Espichel. Era a primeira vitória da marinha portuguesa, e seu comandante, Dom Fuas Roupinho, assim entrou para a História. Porém, seu nome seria lembrado pelas gerações posteriores, não tanto pelo combate marítimo, como por ter sido objeto de um favor celeste, um verdadeiro milagre operado em nome de Maria Santíssima.

Perseguição no meio da neblina

 Tempos depois da batalha naval, Dom Fuas encontrava- se na região de Nazaré, área costeira distante pouco mais de 100 quilômetros de Lisboa, cheia de altos despenhadeiros, de onde se avista um fabuloso mar azul. Era uma manhã de setembro de 1182, e estando a região em paz, o impetuoso cavaleiro dedicava-se a uma de suas atividades prediletas: a caça. Um pesado nevoeiro cobria os campos e o litoral, e quando o caçador já estava prestes a desistir da empresa devido à falta de visibilidade, avistou o vulto de um grande cervo correndo em meio à bruma e saiu imediatamente em seu encalço.

A neblina tornava muito difícil a perseguição. Rochas e árvores surgiam, por assim dizer, do nada, e a correria avançava por terrenos desconhecidos, mas o tenaz Dom Fuas não desistia. Subitamente, o cervo deu um grande salto, e o cavalo, que vinha em seu encalço, dispunha-se a fazer igual movimento.

Nesse momento o cavaleiro percebeu, com horror, que a caça se lançara de um dos penhascos costeiros, mergulhando no abismo para perecer de encontro às rochas marinhas, e seu cavalo ia seguir atrás… Tarde demais para recuar! Em poucos segundos, o próprio perseguidor teria o mesmo trágico destino. Não havia escapatória. Sentindo-se perdido, de seu peito aflito brotou um brado de súplica à Única que poderia socorrê-lo em tal transe: “Senhora, valei-me!”

Surgiu então milagrosamente no ar, bondosa e sorridente, a Virgem Maria, com seu Divino Filho ao braço. A um ligeiro gesto seu, fincaram-se as patas traseiras do cavalo na rocha, salvando as vidas do cavaleiro e da sua montaria. De modo tão inesperado quanto surgira, a aparição se esvaiu. De joelhos no solo, e arfando de emoção, Dom Fuas Roupinho prometeu erigir nesse local uma capela em honra da Senhora de Nazaré, que o salvara. E assim o fez. O milagre marcaria tão profundamente a almas que mesmo o poeta Camões, em sua imortal obra “Os Lusíadas”, faria referência a ele.

Lembrança indelével da bondade de Maria

O pequeno oratório ficou conhecido pelo nome de Capela da Memória, e esta devoção espalhou-se rapidamente. Quase duzentos anos depois, em 1377, o rei Dom Fernando a fez ampliar e elevar à condição de matriz. A intercessão de Nossa Senhora de Nazaré, tão própria aos homens em situação de perigo e de imprevistos, tornou-se cara sobretudo aos grandes navegadores que de Portugal se lançaram à conquista dos oceanos. Homens como Vasco da Gama, ao partir em sua primeira viagem à Índia, e Pedro Álvares Cabral, na expedição que viria a descobrir o Brasil, não ousaram fazer-se ao mar sem antes ir em peregrinação à Senhora de Nazaré.

Por fim, não deixa de ter interesse o que referem alguns antigos comentaristas. No entender deles, o cervo que atraiu Dom Fuas Roupinho teria sido um demônio sob forma material. A interpretação faz sentido. Com sua operação naval, que expulsara os corsários daquelas costas, o valente cavaleiro trouxe mais paz a todos. E então o espírito maligno, inimigo da paz, tentou vingar-se dele, fazendo-o perecer no terrível despenhadeiro. Disso o livrou sua devoção à Mãe de Deus.

Até os dias de hoje a tradição aponta num dos rochedos dos Montes Pederneiras, o qual se projeta sobre o abismo, as marcas atribuídas às ferraduras do cavalo de Dom Fuas. Porém, mais do que marcar uma pedra, o milagre deixa gravado de modo indelével nos corações cristãos quão valiosa e eficaz é a devoção a tão bondosa Mãe e Senhora, Maria Santíssima.

Fonte:  Elizabeth Veronica MacDonald
Arautos do Evangelho