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A Intercessão da Virgem Maria

A Intercessão da Virgem Maria

A Intercessão da Virgem Maria! Pedimos que Nossa Senhora rogue em nosso favor. Como Maria intercede no Céu? Podemos ter uma ideia recordando com foi sua oração na terra.

A primeira oração que o Evangelho revela vinda dos lábios da Santíssima Virgem é o fiat do dia da Anunciação, o consentimento pleno com que responde a ordem divina. Rezar com Maria é, antes de tudo, abandonar-se em Deus.

A finalidade dos livros santos não era informar como foi a oração contínua de Maria durante os noves meses da gestação. A união que reinava entre o Senhor e a humilde serva ultrapassa nosso entendimento, contudo podemos aprender a rezar como Maria, isto é, com profundo recolhimento conversar com o doce hospede de nossa alma.

Embora atingisse o mais alto grau da oração, Nossa Senhora não descuidava da contemplação ativa, o grau comum das almas normais. Como todos os fiéis, meditava os mistérios da fé e a da Sagrada Escritura. São Lucas relata que Maria conservava tudo no coração (Lc 2, 51). Ela viveu e meditou pessoalmente os mistérios do Rosário. Seguindo o exemplo, devemos sempre fazer a oração mental.

O Evangelho de São Lucas, precisamente na passagem do magnificat, oferece uma síntese das ações de graças da Santíssima Virgem. Alimentada pela Sagrada Escritura, extrai delas livremente expressões que demonstram o sentimento do coração. Maria reza espontaneamente na alegria e na dor. Quando precisou queixar-se pelos três dias de angústia pela perda do menino, foi direta e humilde: Meu filho, que nos fizeste? Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição (Lc 22, 48). Aos pés da cruz permanece em silêncio, unida aos sofrimentos de Jesus; Maria antecipa assim a oração do sacerdote, oferecendo ao Pai o sacrifício do Filho. Maria é o modelo de participação no sacrifício eucarístico. 

A Anunciação
A Anunciação - Leonardo da Vinci, Galeria degli Uffizi, Florença, Itália.

Maria não esquece os filhos dos homens...

A São João coube a sorte de cantar com Maria, a primeira aleluia pascal. Gaude et laetare, Virgo Maria, aleluia!

Recordando a inefável visita do Espírito Santo, Nossa Senhora se uniu com os apóstolos para suplicar que o mesmo Paráclito descesse sobre os discípulos, para que formassem com ela o Corpo Místico de Cristo. Através do relato de São Lucas conhecemos a oração coletiva e fervorosa da Igreja primitiva: Todos eles perseveravam unanimemente na oração, juntamente com as mulheres entre elas Maria, mãe de Jesus (At 1, 14)

Nossa Senhora continua no Céu a sua oração. Na visão beatífica contempla a Santíssima Trindade e oferece louvores, adoração e ações de graças. No coração repassa a maravilhosa história da Encarnação, da qual participou ativamente. Maria não esquece os filhos dos homens, os quais Jesus deixou a seus cuidados; intercede por eles diante de Deus, oferecendo os sofrimentos redentores do Filho. Maria roga por todos nós.

Por tudo isso, os fiéis devotos sempre desejam que todas as orações passem por sua mediação, sabem que Jesus não recusa nenhum pedido da Santíssima Mãe.

Roga por nós. Os teólogos católicos estão de acordo em atribuir a Santíssima Virgem a onipotência da intercessão. O Evangelho conservou um exemplo de sua intervenção eficaz. Celebra-se um banquete de bodas em Caná, escreve São João: achava-se ali a mão de Jesus (Jo 2,1). Atenta aos detalhes do evento, percebe que o vinho está para acabar e os noivos vão passar por uma situação vexatória.

Bodas de Caná
Bodas de Caná de Candido Portinari

Como o filho poderia resistir a um pedido da mãe?

Com toda simplicidade expõe a situação para Jesus: eles já não tem vinho (Jo 2, 3). Trata-se de um pequeno detalhe, contudo Maria se preocupa, mesmo com os nossos menores problemas. Expressou a preocupação, sabe que Jesus a escuta. O Senhor julga se deve antecipar a hora de manifestar a divindade com milagres. Maria naturalmente coloca os servidores em ação: fazei o que ele vos disser (Jo 2, 5). Como o filho poderia resistir a um pedido da mãe? Graças a ela a água é transformada no melhor vinho e Jesus manifestou a sua glória e os discípulos crerem nele (Jo 2,11).

Isso aconteceu na terra em incidente de pouca importância. Qual será o poder de Maria no Céu para aliviar os grandes problemas de seus filhos? Nossa Senhora responde a todos que confiam nela. Temos em Maria os mesmos direitos que um filho possui sobre a mãe. Uma estrofe da oração Ave maris stella enfatiza os nossos direitos: mostra que é mãe, fazendo que por sua mediação os nossos rogos cheguem àquele que quis nascer de ti. É verdade, ela deve nos proteger, por nossa causa foi eleita a Mãe de Deus.

Jesus não pode negar nada a Maria, porque foi através dela que se tornou nosso Salvador. Ó Maria! – escreveu São João Damasceno – soberana e rainha nossa, ouve as orações de teus servidores que recorrem a tua proteção; intercede por nós diante de teu Filho, porque tua intercessão nunca é recusada pelo Senhor.

Virgem e o Menino
Virgem e o Menino com Santos Domingos e Catarina de Alexandria, 1435 por Fra Angelico

Devemos recorrer frequentemente a Intercessão de Maria!

Outra oração confiante foi feita por São Germano: Sua assistência é poderosa, Mãe de Deus, porque reina junto com a divina majestade. Graças a autoridade maternal sobre Jesus, tudo o que pede é realizado. Poderíamos multiplicar as citações: os doutores da Igreja e os santos falam a mesma linguagem em louvor da Virgem Santíssima. Bossuet afirma que Jesus tem o dever de escutar a Santíssima Mãe: não existe filho que não está obrigado a amar sua mãe, deste modo, o nosso amor pela virgem é livre, mas o amor de Jesus é obrigação.

Devemos recorrer frequentemente a Maria com confiança total, porque seu poder permite vir em nosso auxílio com amor maternal, uma mãe sempre responde a uma súplica.

São Francisco de Sales dirigia-se filialmente: Peço dulcíssima Virgem, que governe meus caminhos e minhas ações; não diga que não pode, Virgem Graciosa, porque seu Filho amado lhe deu todo o poder, tanto na terra como no Céu. Não diga que não deve, porque é mãe de todos os homens e singularmente minha.

Fonte: Georges Chevrot (Ave Maria, História e Meditação – Ed. Formatto, 2011)

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