Introdução
Façamos nossa meditação neste primeiro sábado de 2026. Estamos ainda no tempo do Nascimento de Jesus, considerando que os Reis Magos se aproximam para venerar o Menino-Deus nascido. Os Reis Magos representam a humanidade inteira, chamada a se reunir em torno de Jesus na fé. Somos chamados a imitar o exemplo deles, que percorreram longo caminho, cheios de confiança e alegria, para adorar o Deus Encarnado.
Composição de Lugar
Para a nossa composição de lugar, imaginemos um humilde interior de casa, onde se encontra o Menino-Jesus, agasalhado nos braços de Maria Santíssima, e os dois atentamente observados por São José. Junto à entrada deste recinto surgem os três Reis Magos que acabam de chegar de sua longa viagem. Respeitosos e cheios de admiração, os santos peregrinos se aproximam, ajoelham-se e oferecem ao Menino os ricos presentes que lhe trouxeram do Oriente.
Oração Preparatória
Ó Mãe e Rainha de Fátima, vamos juntos meditar sobre este magnífico mistério do Nascimento de Vosso Divino Filho. Pedimos que a nossa inteligência seja iluminada pelos dons do Espírito Santo e que nosso coração, por vossa intercessão, seja por Ele fortalecido. Pedimos graças para aproveitarmos as lições reveladas por vosso divino Filho neste mistério, como Luz para iluminar todos os povos da Terra. Assim seja!
Evangelho de São Mateus (2, 1-2;9-12): Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judéia, no tempo do rei Herodes, alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, e perguntaram: Onde está o recém-nascido rei dos judeus? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos para prestar-lhe homenagem. (…) Depois que ouviram o rei [Herodes], eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até que parou sobre o lugar onde estava o menino. Ao verem de novo a estrela, os magos ficaram radiantes de alegria. Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele e lhe prestaram homenagem. Depois, abriram seus cofres e ofereceram presentes ao menino: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, partiram para a região deles, por outro caminho.
I – Chamado para a salvação
Jesus nasce pobre num estábulo. Os anjos do céu o reconhecem por seu rei, mas os homens da terra o deixam abandonado. Apenas alguns pastores o visitam. Porém, o Salvador quer comunicar a todos os homens as graças da Redenção. Por isso, começa a se manifestar aos outros povos da terra, e não apenas aos judeus no meio dos quais nasceu. Donde o significado da palavra epifania, que quer dizer manifestação. Jesus deseja se mostrar como Messias para toda a humanidade, representada nos Magos que viriam do Oriente até Belém. Nesse intuito, Deus envia a estes a estrela que iluminará seus caminhos até o local onde o Verbo Encarnado se encontra. Ali, eles conhecerão e adorarão o seu Salvador. Essa é a primeira e maior graça que Jesus nos fez, nas pessoas dos magos: o chamado para a fé e para a salvação.
II – NOSSOS PREDECESSORES NA FÉ
Felicidade imensa ao encontrar Jesus
Apesar de, naquele tempo, as viagens serem longas e penosas, os Reis Magos se puseram a caminho sem demora. Assim que discerniram o sinal da estrela nos céus, decidiram segui-la, em busca do Salvador. Foi, sem dúvida, a graça divina que os encorajou e os animou naquela perigosa aventura através dos desertos até Belém. E assim que chegam na humilde casa sobre a qual a estrela se deteve, o que os Magos encontram?
São Mateus responde: acharam o Menino com Maria. Encontram a modesta Virgem e seu Filho envolto em pobres paninhos, sem ninguém que lhes faça companhia, além de São José. E agora eles, os reis do Oriente, ali estão, reconhecendo naquela criança o Messias prometido pelas Escrituras. Ao verem-No, os peregrinos experimentam uma imensa alegria. Sentem seu coração cativar-se por aquela criança, pelos seus frágeis gestos, seus sorrisos, pela palha em que está deitada, por suas pobres vestimentas. Tudo lhes toca a alma e os enche de felicidade. O semblante feliz que o Menino lhes mostra testemunha a afeição com que os recebe, como as primeiras conquistas de sua obra redentora.
Imitemos nossos predecessores na fé
Os santos reis contemplam depois Maria, que se rejubila com aquele ato de adoração que a humanidade, representada nos visitantes, presta a seu Divino Filho. A Mãe se recolhe no silêncio, mas sua face radiante exprime sua gratidão àqueles primeiros frutos da graça regeneradora de Jesus. Consideremos como os Magos, também em respeitoso silêncio, adoram o seu Soberano e Salvador, prestam-Lhe suas homenagens como a seu Deus, beijam-Lhe os pés e Lhe oferecem os presentes que trouxeram: ouro, incenso e mirra.
Imitemos os nossos predecessores na fé; adoremos com eles o nosso pequeno Rei Jesus e Lhe ofereçamos todo o nosso coração. Depositemos aos pés d’Ele o ouro do nosso puro amor a Deus, desapegado das coisas terrenas; o incenso de nosso louvor e nossa oração confiante e humilde, desapegados de nossos egoísmos; e a mirra da mortificação de nossas paixões desregradas e de tudo que, em nós, O possa desagradar.
III – MARIA E A SANTA IGREJA, ESTRELAS QUE NOS CONDUZEM A CRISTO
Os Magos seguiram a estrela sem duvidarem, porque sua fé era firme. Não recuaram diante das dificuldades da longa viagem, nem a deixaram para depois, porque tinham alma decidida. Perseveraram com alegria no seu caminho, mesmo quando a estrela se ocultava aos olhos deles. Sempre estiveram à procura do Menino. E se encheram de alegria quando a estrela voltou a brilhar e lhes indicou o local onde Jesus estava.
Sigamos a estrela que hoje brilha para nós
Também nós temos uma estrela que nos guia em direção a Nosso Senhor Jesus Cristo: a Santa Igreja Católica Apostólica Romana.
Enquanto distribuidora dos Sacramentos, promotora da santificação e dispensadora de todas as graças, faz a Igreja o papel de uma estrela a cintilar diante de nossos olhos, através do esplendor de sua Liturgia, da infalibilidade de sua doutrina, da santidade de suas obras, convidando-nos a obedecer à voz do Espírito Santo que fala em nosso interior. Esta estrela é para nós, portanto, a alegria da existência, a segurança e a certeza dos nossos passos, a sustentação do nosso entusiasmo e do amor a Deus.
Sigamos essa estrela com fé firme e alma decidida, pois ela é a garantia de uma eternidade feliz. Quem a ela se abraçar terá conquistado a salvação; quem se separar dela seguirá por outros caminhos e não chegará à Belém eterna, onde está aquele Menino, agora sim, glorioso e refulgente pelos séculos dos séculos.
Com o auxílio de Maria, sejamos também estrelas para o próximo
Lembremo-nos, ainda, de outra estrela de brilho inextinguível, que sempre reluz diante de nós em meio às incertezas desta vida terrena. Lembremo-nos de Maria Santíssima, a imaculada Estrela da Manhã, que igualmente guia nossos passos rumo a seu divino Filho. Peçamos a Ela que nos conduza sempre pelo caminho do bem e da verdade, em direção à nossa pátria celestial. E, com o auxílio d’Ela, sejamos nós também estrelas que indiquem ao nosso próximo o caminho por onde chegar ao Messias Salvador.
Oração final
Ó Virgem Santa, que acolhestes os piedosos magos com tanto afeto e os apresentastes a vosso divino Filho, dignai-vos também acolher-me e me apresentar favoravelmente a Jesus. Mãe Santíssima, tenho grande confiança em vossa intercessão. Recomendai-me ao meu Salvador, e obtende-me a graça de sempre seguir a luz que irradia da Igreja e do vosso Imaculado Coração conduzindo-me a Ele, assim como os Magos seguiram o brilho da estrela que os levaram ao Redentor nascido em Belém. Assim Seja!
Notas Bibliográficas:
Baseado em: SANTO AFONSO DE LIGÓRIO, Meditações, Editora Herder e Cia., Friburgo, Alemanha, 1922. MONSENHOR JOÃO CLÁ DIAS, Comentário ao Evangelho Solenidade da Epifania do Senhor, Revista Arautos do Evangelho nº 145, Janeiro de 2014.
Fonte do artigo:
APOSTOLADO DO ORATÓRIO – uma iniciativa dos Arautos do Evangelho (link original da publicação)
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